
A escolha de um LMS (Learning Management System / Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem) costuma ser para muitas organizações e instituições de ensino superior, o primeiro passo em direção à absorção das novas tecnologias em seus processos educacionais. Esse é um ERRO extremamente comum e grave, sendo que devido à ele, muitos investimentos já foram literalmente jogados no lixo. O LMS é uma ferramenta, e como tal deve ser escolhida de maneira efetivamente ligada ao PROCESSO EDUCACIONAL a ser implantado e à uma grande quantidade de variáveis a serem consideradas.
Solicito aqui licença poética para utilizar de uma metáfora óbvia, e que como toda obviedade, raramente é percebida por nós, pobres seres humanos dependentes de um sistema sensorial tão pobre. Imaginemos um indivíduo que decide não mais utilizar o transporte público em sua cidade, já cansado dos ônibus lotados e das filas intermináveis nos horários de “rush”, e que sem mais demora procura uma concessionária de veículos para comprar um automóvel qualquer, fechando imediatamente o negócio e saindo exultante pela rua. Fácil perceber que a estória parece mal contada, não? Faltando pedaços, talvez? Realmente!
Foi analisada a situação FINANCEIRA, antes da decisão de compra? Os EFETIVOS USOS que seriam dados ao veículo (considerando possíveis viagens, transporte de carga, ou apenas o trânsito dentro da área urbana) foram levados em conta? Foi considerada a QUANTIDADE DE PASSAGEIROS que efetivamente, EM MÉDIA, o automóvel carregaria? E o combustível, o INSUMO NECESSÁRIO AO FUNCIONAMENTO do motor, foi analisado? O TAMANHO do veículo? Onde seria feitas as MANUTENÇÕES? E talvez a mais importante pergunta, O PROPRIETÁRIO SABERÁ CONDUZIR seu veículo com COMPETÊNCIA E SEGURANÇA?
Não disse que seria óbvio? Esses questionamentos são constantemente feitos em variadas decisões de mercado, mas em nossa atuação consultiva costumeiramente encontramos gestores que não fazem as perguntas mais básicas antes de se decidir em relação à um LMS ou outro. Tanto isso é verdade que muitas vezes o nome do LMS é utilizado como denominação do projeto educacional da instituição. Estranharíamos muito se um carpinteiro chamasse seus móveis de “Projeto Martelo” ou “Programa Educacional Serrote”, não? Sem medo do clichê, é possível utilizar nessa análise a famosa frase de um dos personagens criados por Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas: “Quem não sabe onde quer chegar, pode escolher qualquer caminho!” Em nossa análise poderíamos afirmar que temos 3 caminhos a considerar:
01 – Aquisição de um LMS de mercado, de alguma empresa especializada, levando em consideração todo o suporte que será recebido durante o uso do sistema, e o custo que esta opção carrega consigo;
02 – Uso de um software livre (ex. Moodle), considerando a gratuidade do uso e que a instituição deverá ser capaz de (através de parceiros ou de equipe própria) conduzir por si só o projeto técnico e processual de uso;
03 – Desenvolvimento de um sistema próprio, através de equipe interna, o que considerando a realidade do mercado e a variedade de opções disponíveis já pode ser considerado uma temeridade, devido ao alto custo e longo tempo de desenvolvimento antes de se atingir um nível adequado de qualidade.
Cada um deles trás consigo variados elementos a serem considerados, mantendo sempre em foco a realidade da organização, e deixando de lado o modismo. Antes de qualquer decisão, as perguntas que se colocam são:
Você sabe onde quer chegar? Está pronto a decidir por algum caminho?
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PROF. JOSÉ RENATO C. DE SOUZA .:. // Diretor Geral da MIDIDÁTICA CONSULTORIA. // Professor universitário nas áreas de Comportamento Organizacional, Psicologia Aplicada e Psicologia Educacional. // Mestre em Mídia e Conhecimento e Bacharel em Psicologia.
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