Por Rodrigo Campos

Há quem se disponha a acalorados debates sobre este tema. Tentarei abordá-lo com objetividade. Com o propósito didático, irei desconstruir algo em que acredito (formação) para explicitar algo em que não acredito (manipulação).
Atuo no mercado da tecnologia da informação (TI). TI tem como principal produto “conhecimento que gera tecnologia”. Bill Gates e Steve Jobs, fundadores da Microsoft e Apple, respectivamente, são expoentes mundiais da TI. Suas empresas dispensam maiores apresentações, basta dizer que são marcas mundiais e que o faturamento delas é maior que a riqueza de países.
O que Bill e Steve têm em comum? Além da fortuna, da vocação empreendedora e da notoriedade mundial, nenhum deles completou sua formação acadêmica superior. Alguém duvida da competência deles? Os resultados desses profissionais não dão margem a esse tipo de dúvida. Eles são competentes!
Afirmo que a maioria de nós sequer qualificaria para entrevista ao cargo de analista de sistemas júnior os jovens Bill e Steve. Esses candidatos teriam ficado no filtro de perfil que definimos com o pessoal de Recursos Humanos (RH).
Por outro lado, ao longo da carreira, já analisei centenas de currículos e fiz uns sem-número de entrevistas. Confesso que tenho apreço por essa tarefa dado meu interesse por formar equipes, encontrar talentos e entender meus pares.
Concluí que é mais fácil encontrar disparates que coerência. Infelizmente, apenas um número pequeno de candidatos consegue sustentar aquilo que o currículo apresenta. Alguns mentem, mas a maioria acredita naquilo que escreveu ou disse, apesar da verdade evidente apontar em outra direção.
“Ter” um título ou determinada certificação, tornou-se mais importante que “ser” aquilo que o título ou certificado confere. Conheci gerentes que não sabiam gerenciar. Analistas que não sabiam analisar. Administradores que não sabiam administrar, entre outros exemplos que optei por não citar.
O filosófo alemão Friedrich Nietzsche diz que a mentira não é o maior perigo a que estamos submetidos. O perigo se encontra em algo que potencializa a verdade, ou seja, a convicção. A mentira em si já é algo que implica numa não verdade, no entanto, a convicção potencializa a verdade mesmo que esta seja uma mentira.
Criou-se uma indústria paralela em torno da formação. Ganham com isso as instituições oportunistas que formam e oferecem ao mercado cada vez mais profissionais menos preparados. Perdem os profissionais que investem e não obtém o conhecimento pretendido. Perdem as instituições sérias. Perdem as empresas que compram conhecimento que não existe.
Minha posição sobre “Ter” ou “Ser”? Digo que é melhor que o profissional procure o equilíbrio entre as duas coisas. É tão importante que ele obtenha títulos e certificações, quanto é necessário que ele seja aquilo que disser que é.
Complemento agora esta reflexão relatando um frase também atribuída a Nietzsche, citada em um dos comentários que já recebi sobre este tema, que traduz e sintetiza tudo aquilo que tentei dizer com este texto: “Torna-te aquilo que és!”
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Notas:
Informações biográfias sobre William Henry Gates III, Steven Paul Jobs e Friedrich Wilhelm Nietzsche podem ser obtidas por consulta a Wikipédia, nos seguintes links:
| Bill Gates | Steve Jobs | Nietzsche |
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Rodrigo Campos .:. Diretor Presidente do Allegro Business Group. Consultor atuante no mercado de tecnologia da informação e logística há mais de 15 anos.
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Rodrigo,
Concordo com boa parte do que disse. Mas creio que as empresas, no afã de buscar os melhores profissionais do mercado esquecem-se ou negligenciam algo muito valioso a qualquer instituição/empresa, mas que dificilmente fica evidente numa entrevista em um processo seletivo, pois este não nos permite conhecer afundo os candidatos. Refiro-me a virtudes como Honestidade, Lealdade, Compromisso e Disciplina. Valorizam-se por demais títulos e certificações e negligenciam valores e virtudes que certamente rendem mais dividendos a qualquer instituição/empresa.
Não há que relegar a um segundo plano a formação do candidato, mas sim avaliar conjuntamente com as virtudes que este apresenta e se faz mostrar, como vc mesmo disse em seus axiomas.
Aquele Abraço
:o))
Caro Ademir,
Concordo plenamente com você. É fundamental a análise dessas virtudes. De nenhuma maneira defendo que a formação seja relegada para uma segunda categoria, ao contrário. Defendo apenas que os títulos e certificados sejam endossados com competência e proponho com os exemplos que cito no texto a reflexão sobre competencia apoiada em resultados.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
O Larry Ellison, presidente da Oracle, também abandonou a faculdade e tem uma fortuna de US$ 26 bilhões. Caramba! Se eu soubesse disso, não teria me formado!
Caro Ronaldo,
creio que o esforço para formação seja válido e proveitoso sob vários aspectos. Eu acredito na formação e no conhecimento. Porém, na abordagem que propus fazer com este texto desejei apenas dizer que não ter um título ou certificação não quer dizer que o profissional não seja competente, da mesma maneira em que tê-lo não garante competência.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo,
Concordo com boa parte do seu artigo também. Costumo dizer que na maioria dos casos, as certificações não dizem quem você é, nessa maioria diz apenas que você estudou para passar em uma prova. Já vi muitos casos de profissionais com especialização, certificação e que na prática não demonstravam tanto conhecimento nem a atitude esperada de um profissional com tal formação.
As instituições certificadoras deveriam rever o modelo de certificação, bem como os cursos de pós-graduação, MBA’s, e etc. Talvez seja por isso que as empresas durante o processo de recrutamento, prefiram os candidatos indicados por seus colaboradores. Quem indica, de uma certa forma se compromete com a empresa, sobre quem está indicando, justamente por saber quem é aquela pessoa indicada.
Abraço,
Roberto Cavalcante
Caro Roberto,
Concordo plenamente com você. Creio que nós como contratantes e potenciais usuários dessas certificações deveríamos exercer maior pressão sobre as certificadoras. Só assim quebraremos o modismo, daremos foco à competencia e estaremos efetivamente adquirindo e contratando conhecimento.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo,
Como sempre muito bom o seu texto. Inicio meu comentário tendo por base o conhecimento que adquiri em meus tempos de militância na igreja católica.
Lembro-me que os escritos de Frei Beto sempre nos permitia refletir que no caso de dúvidas devíamos pautar nossa vida na prática da justiça social(ação) e da oração (reflexão). Mudando de contexto, eu ainda iniciante, creio que em caso de dúvidas, no mundo profissional também seja necessário dosar os dois pontos tratados no texto. Conheço muitos empreendedores que se lançaram no mercado com pouco ou nenhum conhecimento acadêmico e se tornaram exitosos em seus negócios.Por quê? Souberam formar equipes! No cenário nacional por exemplo( sem entrar no mérito político), assim como Jobs e Gates, o próprio presidente não têm conhecimento acadêmico suficiente para conduzir o país, no entanto, soube formar uma equipe que tem nos permitido crescer mesmo que lentamente. A palavra chave é sabedoria e,ao contrário do conhecimento, essa não se consegue comprar nenhuma universidade. Por outro lado, conheço inúmeros profissionais que pararam no tempo após conseguirem seus diplomas e certificados.Se acharam prontos e não mais buscaram o conhecimento.Por exemplo posso citar engenheiros especialistas que não sabem trabalhar com planilhas eletrônicas. O bom e velho Nietzsche também escreveu que não há fatos eternos e nem verdades absolutas. O profissional que busca se qualificar/certificar mantém-se atualizado quanto aos rumos que o mercado toma e demonstra humildade para entender que neste mundo nunca seremos donos da verdade e sempre temos algo novo para aprender.É preciso ação e reflexão.
Termino ainda com Niezsche:Torna-te aquilo que és!
Caro Sérgio,
Seu comentário completa e enriquece este texto. Concordo com sua abordagem sobre a formação de equipes, pois, vejo também nelas a chave para o sucesso das organizações modernas que tem base no conhecimento. Sobre o Presidente Lula, completo sua citação dizendo que também nosso vice, o senador José de Alencar, não possui formação superior e, além do destaque político, obteve êxito empresarial. Fica claro que “nós” não defendemos a não-formação, ao contrário, damos o devido valor a ela. É por dar esse valor é que a colocamos como algo que deva ser sustentado. Mas, certamente ela é um meio, não um fim. É a busca pelo conhecimento que deve ser uma constante meta para os profissionais. Este conhecimento, somado as experiências, torna-se sabedoria. A sabedoria é garantia da aplicação do conhecimento na medida certa.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Eu não culparia uma instituição pelo o que ela é, está na forma natural de ser, de um querer ser mais ou melhor que o outro pela aparência (diploma), teríamos que mudar a consciência da humanidade para ser diferente.
Eu acredito que fui criado com essa consciência na qual o Rodrigo compartilha conosco, sou formado por uma faculdade qualquer para poder ‘ingressar’ no mercado, mas não tiro o mérito da instituição de ter me ensinado muito, dando o devido valor a ela e a mim mesmo.
A falta de competência está estampada no problema de falta de consciência geral, perceba que os competentes não buscam somente realização no trabalho, eles buscam o melhor em tudo, é indignante pensar que o resto está acomodado com o que tem e reclamando daquilo que não tem.
Vai entender, muito bom o texto. Parabéns!
Rafael Cunha
Caro Rafael,
Creio que devemos sim cobrar mais das instituições. Ensinar é uma das atividades mais importantes que pode existir. Assumir essa missão é uma grande responsabilidade. Por outro lado, vejo que teve êxito no aprendizado e reconhece e importância da sua formação. Gostei muito da sua observação sobre a inquietação dos competentes. Acredito que a acomodação é um veneno lento que fere e pode matar o futuro profissional.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Prezado Rodrigo,
Muito interessante sua abordagem sobre o tema.
Posso usar meu caso como expressão do que disse.
Mesmo sem ter certificações ou títulos, consegui com muito suor crescer em minha profissão e passar por grandes empresas multinacionais, vindo a buscar as certificações (ou títulos) só depois..
Porém, sei que perdi muitas oportunidades por não ter estes “carimbos” que atestariam minha qualidade profissional.
Como gestores devemos desenvolver a habilidade de distinguir o profissional que faz e o que é apenas certificado para fazer.
Tenho lido alguns textos sobre formação de equipe e chego a conclusão que, em mutos casos, os gestores são negligentes com o processo de contratação e formação de equipes. Quantas vezes não ouvi de pares meus a frase em sentido pejorativo: “Tenho que entrevistar MAIS UM candidato!”.
Muitas vezes, para apressar o processo, apenas as certificações são levadas em consideração e o contato pessoal, ou seja, a entrevista, é negligenciada.
Este “tempo perdido” deve ser encarado como tempo investido. Sem isso, prevalecerão os “carimbos”!!
Parabéns pelo texto. Iniciativas como esta nos faz parar para pensar!
Gustavo Ipolito
Gerente Geral de Vendas
TotalPrint Ltda.
Caro Gustavo,
A escolha da equipe é um dos pontos mais importantes para qualquer executivo. Compartilho da sua visão que indica que essa atividade nem sempre é encarada com a devida importância, o que é um contra-senso ao meu ver. Sua trajetória de carreira é um bom exemplo de determinação e de plena consciência profissional. Sou eu quem deve dar-lhe os parabéns!
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Caro Rodrigo
Entrei aleatoriamente no seu blog e já gostei deste post. Estamos precisando de blogs mais sérios.
Quanto ao tema do post, concordo plenamente com suas opiniões e gostaria de ressaltar, embora você já o tenha feito, que não devemos fazer a apologia da não formação. Assim com foram apresentados exemplos de gente sem formação acadêmica que conseguiu sucesso, existem muitos mais exemplos de gente de sucesso com formação e por causa da formação.
Parabéns pela seriedade de sua abordagem.
Abraços…Marcelo Dutra
Caro Marcelo,
Seja muito bem vindo ao Blog Allegro BG!
Tratar de assuntos sérios e com seriedade é a proposta essencial dos textos que aqui disponibilizo. Dou muita importância a esse meio de comunicação e os resultados que tenho obtido são promissores sob o aspecto do debate franco e aberto de idéias e conceitos.
Com relação a não apologia da não-formação, concordo plenamente. Temos que incentivar a busca pelo conhecimento. Por outro lado, estamos vivendo hoje a quebra de um novo paradigma, a substituição da polarização do conhecimento pelas instituições de ensino para a pluralização através da internet. Isso nos torna clientes da informação e articuladores dela ao mesmo tempo, como é o caso deste Blog. Creio que este movimento, já nomeado de Social Media, ainda vai causar profundas transformações na maneira como vemos a troca de informações e a disseminação do conhecimento.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Olá Rodrigo Campos, é um prazer! Sou André A Santos, estagiário de TI, tenho treinamento de ITIL, e noção em: Cobit, Sarbanes-oxley e PMI. Lí teu comentário, faço parte do grupo de discussão do yahoo “ITIL e Cobit”… Achei muito promissor! e me elucidou em alguns aspéctos…
Valeu
Abraço
André A Santos
(MSN – andre_decotia@hotmail.com)
Caro André,
Seja muito bem vindo ao Blog Allegro BG!
Sinceramente, fico realmente satisfeito quando vislumbro a possibilidade de que algum texto meu possa efetivamente ajudar alguém. Conseguir isso é ter a possibilidade de obter êxito naquilo que estou me dispondo a fazer com a melhor das intenções que é “ajudar”.
Desejo-lhe sucesso na sua trajetória profissional e que você possa construir uma história da qual possa ser orgulhar no futuro.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo,
Não posso deixar de comentar este assunto, pois acredito que é demais relevante, e acredito que esta linha de pensamento está correta mas sempre tem de ser colocada de forma muito cuidadosa e com as ressalvas necessárias. As ressalvas que eu apontaria foram omitidas.
Eu iniciei na e-plan, um pouco antes da sua apresentação ao grupo, uma discussão em que eu colocava de forma dura um ponto de vista que tenho. Eu coloquei uma cópia do e-mail no meu site, se tiveres tempo e interesse de ler. Segue o link:
http://www.cerneprojetos.com.br/index.php?artigo=18&nome=O+mercado+de+trabalho+da
Bom… minhas ressalvas são:
1) Existe um endeusamento do não-trabalho, do não-estudo. Existe, e no meu caso acho isso pernicioso para a nossa atividade, uma vanglorização do não estudado. Releva-se erros grotescos de comunicação em português, porque acha-se normal que uma pessoa não saiba escrever. Frases como “Bill Gates e Steve Jobs não concluíram a faculdade e fizeram o que fizeram”, em um país de analfabetos soa como “BG e SJ não tiveram que aprender nada para chegar lá”. Nada pode ser mais distante da verdade.
2) Certificações e estudo formal não forma caráter. Corretíssimo. Postura correta e caráter para mim são os principais aspectos para um bom profissional.
Entretanto, postura e caráter não elimina o aprendizado do ferramental. Por mais que você ache (e eu nunca discordaria) que uma certificação PMP não comprova caráter, pelo menos a certificação comprova que você tem suficiente interesse pelo assunto a ponto de cromprovar experiência (mesmo que alguém venha a fraudar a comprovação), estudar e passar em uma prova que não é fácil.
Se eu não consigo, e isso é quase impossível em uma entrevista de emprego, detectar que tem o melhor caráter entre duas pessoas (bons mentirosos existem), eu vou diminuir a minha chance de errar ao contratar uma pessoa que pelo menos possa mostrar que saiba o ferramental necessário para desempenhar a função.
Sem contar que uma pessoa preocupada em continuar os estudos durante a vida toda tem outra característica importante: Corre atrás do conhecimento.
3) Certificações e cursos tem seu valor percebido pelo mercado de forma proporcional aos valores médios do conjunto de pessoas que obtiveram / cursaram os referidos cursos.
Isso significa que rapidamente o mercado entende se um grupo de pessoas com certas graduações, MBAs, certificações é ou não diferente dos outros profissionais do mercado. Sempre pela média. Por isso bons cursos e boas certificações são e serão sempre difíceis de se obter. E esta percepção é muito rápida.
Bom…. considerando o acima. eu concordo plenamente contigo. Ninguém precisa de estudos e certificações para ser competente no que faz. Mas que ajuda, ajuda.
Abraços,
Guilherme Silva, PMP
http://www.cerneprojetos.com.br
Caro Guilherme,
Começo por agradecer a oportunidade de esclarecer e ressaltar alguns pontos da minha abordagem. Aproveito para registrar a leitura do seu texto, que sob vários aspectos é interessante, e para o qual recomendo a leitura aos nossos pares.
Me permitirei fazer considerações sobre as suas ressalvas com o objetivo de evidenciar o sentido que tentei dar a este tema “Certificação x Competência”. Porém, irei também extrapolá-lo para agregar novos elementos a esse já ampliado debate e não correr o risco da omissão.
Não creio que exista um endeusamento do não-trabalho ou ao não-estudo, não por minha parte. Existe no texto uma intenção de traçar um paralelo entre certificado x competência, sob uma lógica simples – um não elimina o outro. É possível ser competente sem ter certificado, ou ter certificado e não ser competente. Essencialmente, proponho o equilíbrio entre os dois pontos.
A citação de Bill Gates e Steve Jobs endossa essa abordagem com competência e resultados. Ambos são expoentes da indústria do conhecimento e exemplos de trabalhadores aplicados. Creio que não seja possível atribuir somente sorte às suas trajetórias, ou, se fosse, seria o mesmo que supor que eles ganharam na loteria, todos os dias, nos últimos 30 anos. Suas histórias refletem superação e busca incessante pelo conhecimento. Citar suas histórias humaniza esses dois mitos que, sob vários aspectos, são pessoas reais como nós.
Com relação aos “erros grotescos de comunicação em português”, concordo com sua observação. É preciso saber se comunicar. O que está escrito tende a permanecer. Esta nossa comunicação, por exemplo, vai ser lida por muitos e muitos anos. Porém, o que mais me assusta é o fato de estudantes e graduados escreverem de maneira tão precária (vide o internetês praticado em chats, e-mail, etc.). Mas, creio que a comunicação encontrará o seu caminho, ela sempre encontra.
Quanto ainda sermos um país de analfabetos, creio que essa realidade esteja mudando. Não digo isso por ser otimista, embora eu seja, os indicadores demonstram uma significativa melhoria nesse aspecto. É evidente que tudo pode ser melhorado, mas não podemos deixar de considerar essa melhoria. No final deste comentário relatarei algumas informações que nós brasileiros normalmente desconhecemos.
Discordo que o estudo não forma caráter, em nenhum ponto da minha abordagem fiz tal afirmação. Atribuo principalmente a duas instituições a formação do caráter de um indivíduo, a família como base estrutural e moral e as escolas como meios de educação e socialização. A ética praticada nesses núcleos terá sempre grande relevância na formação do caráter. Por outro lado, não posso dizer que uma pessoa que não tenha estudado ou não tenha tido uma família não possua caráter, existem outros caminhos.
Infelizmente, não me julgo tão hábil para identificar o melhor caráter de um profissional numa entrevista. Acredito que o caráter se prova e se firma com o tempo. São situações que definem o caráter de uma pessoa, o discurso pode distanciar-se das suas ações. Porém, numa entrevista, avalia-se o conjunto das informações disponíveis, num curto período. Pessoalmente, tendo a avaliar mais o potencial do candidato que propriamente os seus títulos ou certificações pelos motivos que expus no texto. Opto sempre por investir.
Dou fé aos cursos e certificações, pois existem vários de excelente qualidade. Aqui aproveito para ressaltar mais uma vez que não sou contrário a eles, ao contrário, sou incentivador dos bons cursos, das boas certificações e, sobretudo, dos bons profissionais. O que não concordo é que títulos acadêmicos ou certificações de mercado sejam usados tal como fossem títulos de nobreza. Esses títulos não podem criar um abismo entre “nós” e “eles”.
Por ser defensor da pragmática, e por coerência, miro sempre meu olhar nos efeitos. Observo o mercado holisticamente e até com certa desconfiança. Faço isso por uma razão que considero fundamental – “o mercado vive de criar fatos novos”. Ele não só evolui como dá novos rótulos a velhas coisas.
Enfim, considerando o que fora acima exposto, me permito discordar de alguns pontos e concordar com outros nas suas ressalvas. Logo abaixo deste texto, irei incluir informações complementares que considero importantes. Não quero convencê-lo, apenas desejo apresentar o meu ponto de vista e novamente lhe agradeço por esta oportunidade.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
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Recomendo que assista ao vídeo de Jobs falando para alguns formandos de uma conceituada universidade americana, que incluo abaixo:
Parte 1 – http://www.youtube.com/watch?v=yplX3pYWlPo
Parte 2 – http://www.youtube.com/watch?v=ksoo-G_YB2o&feature=related
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É também interessante a leitura de onze conselhos atribuídos a Bill Gates numa situação similar, que transcrevo abaixo:
Regra 1 : A vida não é fácil, acostume-se com isso.
Regra 2 : O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de você sentir-se bem com você mesmo.
Regra 3 : Você não ganhará US$ 40.000 por ano assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
Regra 4 : Se você acha seu professor rude e chato, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você em nenhuma circunstância. Você será cobrado o tempo todo.
Regra 5 : Fritar hambúrgueres, cortar grama ou lavar carros não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de ”oportunidade”.
Regra 6 : Se você fracassar, não é culpa de seus pais, então não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7 : Antes de você nascer seus pais não eram tão chatos como são agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, levar você à escola, lavar suas roupas, fazer comida para você e ter que ouvir você falar o quanto você é legal. Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto, lavar seus talheres e ser mais amável com sua mãe.
Regra 8 : Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores por imposição da Associação de Pais, Alunos e Mestres, a vida não é assim, ela sempre fará esta distinção. Em algumas escolas não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece absolutamente em nada com a vida real.
Regra 9 : A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou o clube e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com seus nerds. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.
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Coisas que nós temos que saber sobre a Educação:
Que o índice de analfabetismo vem diminuindo rapidamente, reduzindo-se de 18,3% em 1990 para 13,8% em 1998? E que, em 2000, 91% das crianças entre 10 e 14 anos estavam na escola.
Que o analfabetismo, entre jovens de 10 a 14 anos das regiões urbanas, é hoje inferior a 5%.
Que, em 1992, 18,2% das crianças entre 7 e 14 anos não estavam na escola e que, em 1999, apenas 4% não foram matriculadas.
Que o percentual da população maior de 10 anos com secundário completo aumentou de 25,4%, em 1992, para 29,8%, em 1996.
Que, entre 1994 e 1999, o número de estudantes matriculados na educação secundária aumentou 57,5%.
Que, no ensino médio, as matrículas cresceram 57% entre 1994 e 1999 e o número de matriculados em cursos universitários aumentou 28% entre 1994 e 1998.
Que, em 1998, existiam mais de 2,1 milhões de alunos no ensino superior, um acréscimo de 28% em relação a 1994.
Que o número de alunos na pós-graduação aumentou de 43 mil, em 1994, para 53,9 mil em 1999.
Que, no mesmo período, o número de doutores formados por ano cresceu de 2,7 mil para 4,7 mil e que o número de bolsas concedidas passou de 5.867 para 8.009.
Que o tempo médio de estudo passou de 5,7 anos em 1992 para 6,6 anos em 1999.
Que o nosso mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com 50 mil títulos novos a cada ano.
Caro Rodrigo,
me identifiquei muito com o texto do seu blog. Enquanto muitos crêem que a formação produz a competência, sempre acreditei que competência precede a formação. Na minha opinião, a formação trabalha e aperfeiçoa a competência, universaliza padrões e diálogos, mas não da’, sozinha, competência a ninguém. A competência serve como motivação para uma excelente formação.
Obrigado pelo seu texto, abraços.
Caro Fernando,
também me identifico com o seu ponto de vista sobre a competência. A competência alinhada com a formação é sem dúvida um instrumento muito poderoso.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Não podemos esquecer que Bill Gates, Steve Jobs (e Silvio Santos e tantos outros profissionais de sucesso em suas carreiras) são EXCEÇÕES…. já a regra, como diz Arnaldo Cézar Coelho “é clara”: a Formação (acadêmica e profissional) é necessária, porém não é suficiente. E é assim que a “banda toca” para todos os milhares de nós que não infelizmente fazemos parte dessas boas exceções.
Caro Marcelo,
Concordo com sua colocação sobre a “regra”, pois, creio na boa formação. Por outro lado, podemos fazer a banda tocar diferente ou mais afinada. Tudo depende do bom maestro, de bons músicos e de bons instrumentos. Há ainda de se considerar o público e o local do conserto.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Grande Rodrigo,
Acho que compartilhamos em muito nossas visões, praticamente na totalidade. E vou rever alguns dos meus pontos. Em parte, também é para isto que exponho minhas idéias … ser criticado é ótimo para aprendermos os nossos defeitos.
Fato é que não acho que glorificastes o não-estudo. Mas escrevi o que escrevi porque muitos podem ler desta maneira. Escrevi porque gostaria de pedir que sempre que escrevesses algo neste sentido, tivesses o cuidado de colocar ressalvas como esta, pois, e principalmente para este público, muitas pessoas podem tomar isto como argumento para continuar com uma postura que não acredito ser correta.
Em pelo uma das listas de discussão que compartilhamos, o não-estudo é glorificado de tempos em tempos. Principalmente entre os interessados em planejamento, existe uma cultura de “mão-na-massa”, da “experiência”, ambos no pior sentido, que diz que não é preciso entender algo, mas como fazer o planejamento com a tecnologia existente (no caso, Project / Primavera). Bom é o “apertador de botões” e não quem entende o porque cada botão deve ser apertado.
Na questão da realidade brasileira, eu não tenho como contestar os números. Fico feliz por eles mostrarem um quadro de melhora, uma tendência de maior educação. Mas eles não entram no mérito da qualidade da educação, e sabemos que isto é também um ponto importante a ser tratado. Por mais que estejamos melhorando, ainda estamos muito longe de um nível desejado. Sou um otimista convicto, e acho que toda a humanidade está sempre evoluindo. E o Brasil não é diferente.
Quanto ao estudo formar ou não o caráter, não tenho certeza nenhuma. Acredito que a família é muito mais importante, mas realmente não fecho questão. Principalmente em se tratando de estudos para adultos, como faculdades ou pós-graduações.
Grande abraço e parabéns pelos textos.
Guilherme Silva, PMP.
http://www.cerneprojetos.com.br
Caro Guilherme,
não tive a intenção de criticar o seu ponto de vista, desejei apenas explicar o meu. Gostei muito da nossa troca de idéias e tenho certeza que ela acrescentou muito ao debate deste tema. É sempre uma satisfação encontrar pessoas com vontade, conhecimento e coragem de expor os seus pontos de vistas.
Sinceramente, agradeço sua participação e espero contar com você para debater outros temas, seja aqui, no seu site ou nas listas das quais participamos.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo, li seu artigo e lebrei de um livro clássico no qual não gostei (e deve ter um motivo) chamado “O Feijão e o sonho”. Tenho pensado muito sobre o equilíbrio entre as necessidades de cada dia e o desejo. O trabalho é uma questão pra todos que se implicam e se responsabilizam por suas vidas. Não vou repetir o já comentado, apenas ressaltar o grande Niezsche que sofreu essas agruras do desejo.
Um abraço
Caro,
Aprecio essa discussão pois ela é saudável do ponto de vista da eqüidade de oportunidades para todos os profissionais e não somente aqueles cujo curriculo já ostenta grande sopa de letras após o nomes.
Creio que o objetivo de uma certificação seja atestar o conhecimento em determinado conteúdo.
Mas infelizmente certificação não pode ser traduzido em capacidade. É colocar algumas pedras no caminho rumo a excelencia, mas trilho e conheço vários outros que seguem o mesmo caminho sem as pedras (um pouco de lama, de esforço e vamos levando…).
A certificação deveria atestar que tal profissional é conhecedor de determinado assunto e que está apto a mostrar-se capaz de executar funções com tais requisitos.
Mas infelizmente o foco da empresas não é o mesmo.
Eu acredito que eu devo ser e não ter. Mas muitas empresas utilizam como unico (ou primeiro) critério o “Ter”. Não abrem espaço para quem “É” mas não “Tem”.
Eu sigo acreditando que o que importa é “Ser” mas o mercado me empurra para além de “Ser”, “Ter”.
Pois bem, “terei” mas não deixarei de “ser” o profissional que sou, assim como muitos outros (seremos a maioria?).
Caro Decio,
permita-me elogiar sua abordagem que considero ser pragmática. Creio que não somos, mas torço para que sejamos algum dia a maioria referenciada por você. Se assim for, teremos alcançado um estágio de consciencia que até então nunca antes experimentamos.
O que virá depois disso, não sei. Mas, prefiro viver aquilo que é real ao nunca ter acordado. Isso, porém, não é garantia de êxito ou felicidade, apenas garante a realidade.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo,
Acredito que neste texto há um dilema: O que é ser?
Explico:
Você sintetiza o texto com a frase “Torna-te aquilo que és!”, porém Nietzsche afirma que o maior perigo está na convicção, na potencialização da verdade, do ser!
Existem muitos profissionais que vivem essa “esquizofrenia profissional” de acreditarem que são, quando não são, ou seja, como vou tornar-me uma coisa que já sou? compreende o dilema?
O que vem primeiro, o que as pessoas DIZEM que eu sou ou o que eu ACREDITO ser?
Já vi muitos amigos meus que eram desajeitados, tímidos, humildes que quando colocados em cargos de alto escalão mudaram completamente:
- Agora eu sou gerente!
Enfim, pessoalmente acredito que o mais importantante do sucesso não é a busca do SER, mas a busca do SERVIR, só quem é competente é capaz disso, independente de certificações ou status.
Ulisses Jansen
Analista de Sistemas
Polyesp Ltda
Caro Ulisses,
creio que existem não só este, mas também outros dilemas que virão desta reflexão. O próprio Nietzsche sofreu os dissabores do seu desejo, conforme bem observou nossa colega Jeanne Bessa.
Sou de uma escola de formação humana que quer crer na força do homem – e que ele é o maior agente modificador daquilo que o cerca. Busco fomentar o que de melhor existe em cada pessoa, seja na sua individualidade ou no trabalho coletivo.
Cito o filósofo Gusdorf que, quando diz: “O homem não é o que é, mas é o que não é”, não está fazendo um jogo de palavras. Ele quer dizer que o homem não se define por um modelo que o antecede, por uma essência que o caracteriza, nem é apenas o que as circunstâncias fizeram dele. Ele se define pelo lançar-se no futuro, antecipando, por meio de um projeto, a sua ação consciente sobre o mundo.
Não há caminho feito, mas a fazer, não há modelo de conduta, mas um processo contínuo de estabelecimento de valores. Nada mais se apresenta como absolutamente certo e inquestionável. É evidente que essa condição de certa forma fragiliza o homem, pois ele perde a segurança característica da vida animal, em harmonia com a natureza. Ao mesmo tempo, o que parece ser sua fragilidade é justamente a característica humana mais perfeita e mais nobre: a capacidade do homem produzir sua própria história.
Podemos divergir entre nós no que diz respeito a quanto, quão rápido e para qual direção devemos avançar, mas em um ponto todos devemos concordar – não deveremos andar um centímetro sequer para trás. Homens mudam, costumes mudam, maneiras mudam, governos mudam – algumas vezes seus representantes, algumas vezes suas opiniões. Mas, creio que nossos princípios não devem mudar.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo,
Gostei do seu texto e também dos comentários aqui postados.
Existe mais uma variável no meio disso tudo: a necessidade de corte.
Quando uma empresa procura um profissional no mercado a quantidade de currículos que chegam é imensa. É impossível avaliar todos eles. É impossível chamar todos para uma entrevista ou para um processo seletivo. É necessário efetuar um corte. Como essa primeira avaliação é baseada em um histórico profissional, o que servirá para corte é justamente o conhecimento profissional e a formação.
Isso é uma realidade. Não há como fugir dela.
Ter um canudo não significa muita coisa, mas não tê-lo faz uma imensa falta.
Gostei muito das sua ponderações sobre esse assunto. Um bom profissional procura “ser” e “ter”, não necessariamente uma certificação, mas uma boa formação.
É necessário aliar as duas coisas: ter e ser.
Existe ainda uma outra frase que diz: a formação abre as portas de emprego, mas a capacidade abre as portas das promoções e mantém você no emprego.
Atenciosamente,
Osvaldo Pedra.
Rodrigo,
Sou até suspeito para falar deste assunto, pois também compartilho desta opinião conforme já pudemos trocar idéias através do post que fiz (www.cucadebanana.wordpress.com).
Parabéns pela abordagem.
Abraço,
Marcelo dos Santos
http://www.cucadebanana.wordpress.com
Caro Marcelo,
Compartilhamos não só esta, mas também muitas outras visões. O seu post me incentivou a escrever sobre este tema. Pelo bom nível dos comentários percebemos que este assunto já não é mais o velho tabu de antes. Felizmente, continuamos a progredir, sempre. E viva a Social Media!
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Caros,
Concordo com a opinião do colega Osvaldo. Por mais pragmático que tenha sido em meu primeiro post, não sou contra o canudo e realmente existe a necessidade de definir critérios para o corte.
Minha única preocupação é quando existe uma visão distorcida das necessidades e requisitos.
Quando o único ou mais importante requisito passa a ser o “canudo”, daí sim existe algo dissoante.
Abraço,
Decio
Caro Rodrigo,
Como sempre é um grande prazer compartilhar das suas discussões. Compartilhar é aprender.
Eu gostaria somente de destacar 2 pontos:
1) Espero que alguns desavisados não usem a sua visão para justificar preguiça e marasmo intelectual. Sabemos que muitos buscam sedentos por desculpas para a sua falta de esforço e de objetivo na vida. Não é todo dia que nascem pessoas como Bill Gates e Steve Jobs. No mínimo as pessoas que se formam tiveram esforço e persistência.
2) Quanto à qualidade dos MBA’s, não podemos eximir a responsabilidade dos alunos, que devem se esforçar e transformar as informações repassadas em “conhecimento prático”. Nós, como recebedores do conhecimento, precisamos nos movimentar, dentro da perspectiva que fazemos parte da roda do conhecimento. Acredito que Bill e Steve, mesmo não estudando, tiveram essa responsabilidade de tornar o aprendizado da vida, através da observação, em riqueza intelectual e, consequentemente, através do trabalho, em prosperidade financeira.
Grande abraço,
Vinícius S. C. Pereira, PMP
Caro Vinícius,
garanto que a satisfação é também minha em tê-lo como leitor e contar com suas contribuições.
Registro que estou totalmente de acordo com as suas considerações, pois, certamente temos que fazer a nossa parte.
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Concordo com vc Rodrigo em, número genero e grau.
Caro Cláudio,
seja bem vindo!
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Ola Rodrigo, tudo bem?
Estou publicando um blog sobre Gerência de Projetos e sua melhores práticas e percebi que seu artigo se encaixaria perfeitamente num contexto que eu precisaria abordar no blog, o da valorização correta e exata da certificação PMP e sua influência no cenário da profissão de gerente de projetos. Como o blogs se destina também aos iniciantes na área,não poderia haver conteúdo melhor para apresentar. Assim, solicito a sua permissão para postar nuances desse artigo no meu blog, fazendo, é claro, a importante e devida referência ao seu. Mesmo que não seja possível, ler seu artigo já me clareou a importância do assunto e, sendo assim, postarei algo relativo ao assunto devido seu caráter formador para todos.
Grato.
Helson Costa
Caro Helson,
Bem vindo ao mundo Social Media!
Começo agradecendo seu interesse em publicar este artigo e prontamente digo que pode publicá-lo no seu Blog, que visitei e quero elogiar o conteúdo e propósito. Desejo inclusive divulgá-lo no meu Blog, caso isso seja do seu interesse.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo,
Em minha opnião não concordo com você pois a certificação pode ser vista como a porta de entrada para uma nova atuação. Desde que o profissional seja ético e avise aos entrevistadores e pares de que tem conhecimento teórico e que deseja buscar a devida experiência. Mas como você disse a pessoa que tem certificação tem que ter experiência. aí acho que se enganou.
Eu mesmo penso em gerenciar. Não sei se quero isso mesmo pra minha vida agora. Mas estou querendo tirar a certificação por medida de cautela, para não ficar para trás no mercado. Se tirar, vou colocar no cv e se vc entender isso como experiência é um erro seu e não meu correto?
Quando as escolas que estão ganhando dinheiro com os cursos preparatórios para certificações e as universidades brasileiras que deitam e rolam com os FALSOS MBAs, inclusive escolas respeitas sinto muito mas o que fazer frente a isso tudo? nada, se o MEC e o governo aprovou o uso da sigla e tem gente pra fazer os cursos é uma pena.
Se vc nao gostou tem 2 alternativas:
A primeira é abrir uma escola preparatória e raxar de ganhar dinheiro, ou não contratar profissionais sem experiência (se tiver habilidade para isso e parar de reclamar pela falta de expertise que pode ser seu maior problema).
Crítica construtiva e sem ofenças tenho respeito pelo seu anuncio e gostei bastante do seu texto, so estou tentando ver se não mudo seu ponto de vista sobre você, ao invés de colocar a culpa nos outros, DEFEITO QUE VEJO TODOS OS DIAS NOS GERENTES!!!! Procure ouvir, escutar e talvez enxergar as coisas de outra maneira.
Com respeito,
Leonardo.
Caro Leonardo,
Começo agradecendo suas considerações. Neste Blog e nos meus textos procuro apresentar idéias e conceitos sem a intenção de obter aprovação. Faço para propor reflexão e provocar debates. Aqui vale sempre discordar. Inclusive, é esse debate de idéias que mais me interessa.
Creio que não tenha ficado claro que não sou contra as certificações, ao contrário, sou incentivador das boas certificações e dos bons profissionais. O que proponho é um equilíbrio entre a certificação e o conhecimento. Sou contra disparates. Não posso, por exemplo, concordar que um profissional que se apresente como sênior sem nunca ter atuado na área que pretende. Tudo tem seu tempo. É a boa formação que enfatizo no meu texto.
Sou contra o pensamento “deixa como está para ver como é que fica”. Creio que tudo pode sempre ser melhorado ou no mínimo questionado. Acredito que o “mercado” quer por definição “vender”. Vejo holisticamente, mas esta é uma opção particular.
Com relação a sua crítica, como disse antes, não tenho a pretensão de obter a aprovação. Mas, aceito suas considerações e irei refletir sobre todas elas. Digo mais, aqui todas as considerações serão sempre bem recebidas.
Meus votos são de sucesso e que as suas convicções sejam corroboradas por seus resultados.
Obrigado por suas considerações.
Respeitosamente,
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Caro Rodrigo,
Antes de tudo, gostaria de expressar minha gratidão pelo valioso conteúdo que me foi permitido utilizar e acrescentar que, para nós do blog, sua análise crítica e precisa significou muito, acrescentando nosso nível de convicção da importância dessa fonte de informação, além de elevar nossos estímulos para prover informações cada vez mais pertinentes, esclarecedoras, criadoras de opinião e formadoras de caráter. Inclusive, seria de enorme contribuição ter nosso blog divulgado por você, que queremos colocar como parceiro nosso lá no blog, tudo bem?
Abraço.
Helson Costa
Caro Helson,
acredito que o nosso propósito seja o mesmo. Desejamos compartilhar! É isso que me motiva a escrever e é isso que deva motivá-lo. Então, sendo assim, vamos compartilhar nossas idéias. Sinto-me honrado em ser citado no seu Blog como parceiro. Inclusive, aproveito para dizer que o link para o seu Blog já está sendo divulgado entre aqueles que recomendo.
Aproveito aqui para mais uma vez divulgá-lo:
http://gerenciapratica.blogspot.com/
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Senhores,
Me desculpem mas Que discução superficial !!!! Para não dizer IDIOTA !!! Isto parece mais um programa de televisão de que algo que acrescente…
Primeiro que as instituições de “ensino” não conseguem desempenhar seu papel principal, a educação está passando por sérios problemas de desatualização, não consegue preparar ninguem para ser empreendedor (talvez nunca tenha conseguido). Depois observamos que as pessoas não buscam o “ensino” mas a autorização para ser médico ou dentista ou outra coisa qquer, para apenas um objetivo GANHAR DINHEIRO..!!!. uma vez de posse da autorização para faturar, dirigem-se ao mercado extremamente ansiosos e dispostos a quase tudo para FATURAR (comprar um carro zero ou uma casa), ou até mesmo para pagar o financiamento da faculdade.
TER 1, ou 2, ou duzentos Certificados, nada significa para quem ta a fim de GANHAR DINHEIRO, a não ser PERDA de TEMPO !!!! Historicamente podemos verificar isto !!!
A palavra gestor não pode ser confundida nem mal interpretada. Esse “tal” não ultrapassa a mentalidade de um EMPREGADO e muitas vezes Frustrado… o que nada tem haver com um EMPREENDEDOR…
Competencia é algo muito amplo e relativo, o empreendedor cria e desenvolve soluções factíveis a realidade, as quais aplicadas na prática funcionam e trazem benefícios e lucratividade (resultados).
Portanto Ter ou SER é uma decisão pessoal, porém cuidado pois verificamos que o sistema social conduz a grande maioria a simplesmente TER…. Gerando uma sociedade fraca de fácil manipulação…
Dormiu a Força da DITADURA, para dar lugar a Manipulação do Socialismo Liberal…. hahaha e o pior q as pessoas nem percebem isso !!!!
Caro Paulo,
me permito discordar radicalmente da sua percepção quanto a validade deste debate. Não o considero superficial, tampouco idiota. Neste Blog, todas as opiniões são válidas, desde que colocadas de uma maneira respeitosa aos demais participantes.
Concordo com parte do “conteúdo” das suas colocações, mas discordo da “forma”. Queria ter suas certezas, mas, como não as tenho, sigo refletindo sobre minhas idéias e seus contrapontos.
Respeitosamente,
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Caros Colegas,
Recomendo o vídeo que posto aqui, que tem considerações do jornalista Alexandre Garcia, feitas hoje (segunda, 14/04/08), a respeito do processo de formação de profissionais no Brasil, tendo como base de início da sua abordagem o afastamento do reitor da UNB.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM815283-7823-ALEXANDRE+GARCIA+COMENTA+CRISE+NA+UNB,00.html
Creio que esta abordagem soma ao debate a respeito da validade das certificações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
Rodrigo Campos.
Muito bom os seus comentários e muito oportuno, já que estou no mercado batalhando por uma nova colocação. Tenho experiência de mais de 23 anos em TI e nos ultimos 3 atuando em Governança de TI e neste período procurei ao máximo conhecer e aplicar tudo o que estava ao meu alcance da melhor forma possível e hoje tenho me deparado com a falta de certificações o que me coloca no mesmo patamar de um trainee ou até abaixo, pois o que está valendo na realidade são as certificações.
Caro Renato,
seja sempre muito bem vindo!
Custo a crer que alguém possa sustentar uma posição desse tipo mesmo quando o profissional apresenta no seu currículo um portifólio de mais de 23 anos de atuação no mercado. Todos esses anos são menos importantes que uma certificação (indicador)? O quanto conta o seu portifólio (concreto)?
Isso tem o um custo alto também para quem acredita nesse tipo disparate. Creio que o mercado está amadurencendo e questões como esta tendem a ser melhor resolvidas. Desejo-lhe sucesso!
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
P.S.: Tomei a liberdade de divulgar seu Blog sobre Governança em TI (http://governadeti.blogspot.com/) entre aqueles que eu recomendo.
Rodrigo,
Muitos gestores não estão preparados para analizarem os seus candidatos ou suas equipes, conheço casos em que eles não contratam pessoas com formação superior a sua, sentido que isso possa ser uma ameaça no futuro, limitam o crescimento do profissional por também considerarem um ameaça.
Não sou formado, trabalho na área de T.I há10 anos, desisti do curso de T.I por não gostar de programação, então resolvi fazer Relações Públicas, possuo pouca certificação (nenhuma expressiva). Atuando no maior grupo educacional do país, consigo interagir facilmente nesta invergadura de carreira que considero flexivel e que me possibilita enxergar da e me encaixar da maneira como descreveu em seu artigo.
Atualmente faço a gestão de 5 colaboradores, mesmo não tendo formação, incentivo e defendo investimentos da empresa para a formação destes liderados, em um caso consegui 50% de bolsa para o seu MBA.
Seu texto nos ajuda a pensar fora da caixa, se temos bons profissionais, formamos um bom time.
Um Abraço
Roger Santos
Caro Roger,
Sempre desejei desde sempre ter uma equipe altamente eficiente, mesmo que isso fosse ao custo da minha própria liderança. Mas, também sempre procurei estar a altura da minha equipe, o que também me motiva a melhorar.
Acredito que temos que evoluir e, não raramente em nossas carreiras, admitir a superação. Devemos evitar o tanto quanto é possível o complexo de “super-homem”. É a forma como lidamos com isso é que gera progresso, aceitação ou paralisação.
Sua posição com relação aos seus colaboradores é coerente e digna das melhores referências. Você deixa claro que não é contra conhecimento, que pode ser buscado de diversas maneiras. Tenho certeza que sua equipe se senti motivada e comprometida a converter seu apoio em resultados. Parabéns!
Obrigado por suas considerações.
Forte abraço!
Rodrigo Campos
Diretor Presidente
Allegro Business Group
[...] http://allegrobgblog.wordpress.com/2008/03/28/certificacao-x-competencia/ [...]
Rodrigo,
Concordo com que disse. Concordo em boa parte com as outras opiniões. Por não ter faculdade talvez eu fique naquele filtro mencionado, mas resguardadas as devidas proporções, tenho obtido sucesso e crescimento de carreira em TI. Tenho também buscado as certificações como atualmente ITIL. Tudo aqui conversado e proposto vai de encontro a tudo aquilo que sempre pensei, mas nunca tinha visto niguém falar. Gostei muito da matéria. Mas ainda gostaria de deixar uma pergunta: na batalha do dia-a-dia, na busca de melhores colocações, como direcionar a visão das pessoas para sua competência, garra, lealdade, valores e não somente às sua plaquinhas de certificações?
Um grande abraço,
Ricardo.